A expansão global do BIM nos dias de hoje.

Este artigo procura informar a todos os profissionais envolvidos ou interessados em BIM, que ainda não tiveram ou não têm acesso aos relatórios internacionais sobre essa plataforma.
Também é importante dizer que apesar desse artigo tratar de uma visão global sobre a adoção do BIM no planeta, trata de uma amostra de 10 países: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra.

Essa tecnologia está acelerando fortemente, graças ao empenho de governos e incorporadores privados que desejam usufruir dos benefícios que ela oferece, entre eles: projetos mais rápidos, mais corretos e acertivos, com quantitativos e orçamentos muito mais precisos. E isso tem agradado tanto os incorporadores que, por exemplo, nos EUA houve um crescimento de mais de 40% nos projetos elaborados utilizando BIM (que saltou de 28% para 71% no período 2007 a 2012) e o percentual de incorporadores que aderiram à plataforma (74%) já supera o de arquitetos (70%).
Retorno de Investimentos.

Ainda não há uma métrica bem definida para medir o ROI (Return of Investment ou retorno de investimento), pelo menos não que vá além das métricas já utilizadas para medir ROI. Mesmo assim, conforme o Smart Report publicado em 2014 pela McGraw Hill Construction instituído  de “O Valor do Negócio do BIM”, três quartos dos contratantes entrevistados destacaram um ROI positivo para seus investimentos em BIM e em sua maioria, estimam um valor entre 10% e 25%.

Dos dez países pesquisados, os que reportaram o maior retorno foram: Japão, Alemanha e França, com 97% das empresas declarando os maiores índices de ROI. No Brasil, vemos 85% dessas empresas declarando ROIs positivos e os países entre os pesquisados que apresentaram o menor número de empresas declarando ROI positivo são: EUA com 74%, Grã Bretanha com 59% e Coreia do Sul com 59%.

Mas o BIM traz uma grande qualidade reconhecida por 60% de todos os entrevistados: a natureza colaborativa da plataforma. Esse fator é expresso na crença que este salto na qualidade da visualização e compreensão dos projetos elaborados na plataforma BIM são, provavelmente, o que gera maior impacto positivo em seus ROIs.

Dentre os diversos benefícios presentes no BIM, o que se mostrou um serviço novo e bastante rentável para os donos dos edifícios é a possibilidade de se ver além, criando e administrando os recursos dos edifícios a partir de seus modelos inteligentes.

E não é apenas isso! Os benefícios mais citados são: Diminuição drástica de erros e omissões nos projetos, a colaboração entre entre os incorporadores e os times de projeto, a melhora significativa da imagem das organizações que aderiram à plataforma, a redução do retrabalho e a redução do custo da construção.
Enganam-se aqueles que acreditam que experimentar o BIM ou acrescentar seus recursos aos poucos experimentará seus benefícios. Será muito difícil, simplesmente porque ao contratar um projeto elaborado em BIM, por exemplo um arquitetônico, de forma isolada, custará certamente mais do que aqueles projetos de prefeitura bastante incompletos que se utilizam para as construções em diversos locais do Brasil. O custo extra não será acompanhado dos benefícios da colaboração entre os envolvidos, da coordenação livre de falhas, dos quantitativos completos dos projetos, etc. Enfim, se a incorporadora ou a construtora quiser implantar a plataforma BIM em seus negócios, serão necessários planejamento, envolvimento e engajamento. Aí sim, aproveitam-se os benefícios que o BIM oferece. Benefícios que são proporcionalmente aumentados, conforme a maturidade alcançada por cada membro do seu time e de cada fornecedor de seu ecossistema.

Não é sem motivo que ⅔ dos incorporadores e construtores dessa amostragem de quase 180 construtores ou incorporadores vêm investindo agressivamente em seus processos de colaboração interna, treinamento em BIM e softwares BIM.

 

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